Cumprindo o Nosso Propósito do Natal | World Challenge

Cumprindo o Nosso Propósito do Natal

Gary WilkersonDecember 1, 2014

Quando o Senhor veio a terra para habitar entre nós, Ele tinha um propósito muito específico formado antes da fundação do mundo. Nascido em Belém, Jesus veio com a missão de nos ensinar o Pai, operar obras de poder, nos resgatar do pecado, e nos libertar de toda escravidão.

Este tipo de Salvador iria naturalmente atrair a atenção dos poderes governantes deste mundo. A despeito de todos os obstáculos mortais lançados contra Ele pelo homem e pelo próprio Satanás, Jesus foi capaz de cumprir o Seu propósito. Vemos esta negra oposição bem no início da Sua história:

“Jesus nasceu na cidade de Belém, na Judéia, durante o reinado do rei Herodes. Por aquele tempo, alguns sábios das terras do Oriente chegaram a Jerusalém, perguntando: ‘Onde está o Rei dos Judeus recém-nascido? Pois nós vimos a Sua estrela nas distantes terras do Oriente, e viemos adorar o Menino’. O rei Herodes ficou muitíssimo perturbado com a pergunta deles, e Jerusalém inteira ficou cheia de rumores” (Mateus 2:1-3).

O governante de Israel, o rei Herodes, imediatamente sentiu-se ameaçado. Ele compreendeu que qualquer pessoa identificada como “rei dos judeus” era alguém em quem o povo iria colocar suas esperanças. Isso significa que se desligariam do sistema político existente que mantinha Herodes no poder.

Porém Herodes não era o único perturbado: “e Jerusalém inteira” (2:3). As pessoas se viram ameaçadas, também. Evidentemente estavam satisfeitas com o sistema religioso superficial idealizado por seus líderes. Preferiam viver nas trevas a andar na luz, pessoas “tendo forma de piedade, negando-lhe, entretanto, o poder” (2 Timóteo 3:5). Parece que o mundo todo estava perturbado pela ideia de um Salvador que tivesse a majestade, a glória e o poder para transformar pessoas através da Sua bondade. Estavam resolvidos a eliminar qualquer remanescente e resíduo da luz do evangelho de Cristo.

Vivemos em um mundo muito parecido com aquele no qual Jesus entrou dois milênios atrás

Segundo todas as fontes virtuais de notícias hoje, quase todo mundo nos Estados Unidos está perturbado pela ideia de um Salvador como Jesus. Em anos recentes, os administradores das escolas, a mídia nacional e mesmo a Casa Branca têm reagido forte – e negativamente – à menção pública do nome de Cristo. Isso não deveria surpreender, Jesus tendo previsto que com aproximação do dia da Sua volta, “o amor se esfriará de quase todos” (Mateus 24:12).

Ainda assim, durante anos os cristãos têm tido conhecimento daquilo que tem sido chamado de guerra contra o Natal. Cenas da manjedoura têm sido removidas dos lugares públicos, e as escolas não fazem mais festas cristãs, mudanças culturais chegando à alturas absurdas. Em uma escola pública no nordeste, há pouco os professores usaram as canções natalinas dos alunos, mas usando frases substituindo todas as referências a Jesus. Isso é como se fazer festa de aniversário para alguém sem tomar conhecimento dela no evento. Apenas comida e agitação ignorando a pessoa a quem a comemoração é destinada!

Agora a animosidade crescente contra o Natal se tornou pessoal. Quando desejei “Feliz Natal” a um estranho há pouco, recebi um olhar meio carrancudo. Preocupa-me o fato de que me vejo tentado a dizer um simples “Boas Festas” em vez de “Feliz Natal”.

Recentemente, quando um hospital cristão infantil submeteu um comercial a uma estação esportiva de TV, a estação se recusou a exibi-lo a menos que o hospital removesse o nome “Jesus” do anúncio. Houve também uma controvérsia envolvendo o patriarca da popular série de TV chamada Duck Dynasty. As pessoas começaram a pedir o fim do programa porque ele disse que a Bíblia não perdoa o homossexualismo. Apenas por citar as escrituras, ele foi chamado de fanático, homófobo e semeador do ódio.

Entendo que estas perseguições são menores comparadas às sofridas pelos cristãos em países onde o cristianismo é proibido. Em visitas a mais de sessenta países, tenho visto a batalha diária que os crentes sustentam. Mas posso assegurar que muito breve as coisas vão piorar para a igreja nos Estados Unidos. Alguns pastores de Houston já se arriscaram a receber acusações criminais por se recusarem a submeter seus sermões ao gabinete da prefeita. Ela queria determinar se os ministros evangélicos estavam falando contra o projeto de lei pró-gay que ela havia apresentado.

Essa questão chega até a Casa Branca. Pediram que um conhecido evangelista orasse na posse de 2012, mas o convite foi suspenso quando descobriram que ele havia pregado que o homossexualismo é pecado. É como se o governo estivesse dizendo, “Você não é bem vindo à nossa sociedade tolerante. Toleramos tudo, menos você declarando a tua fé”.

Não estou propositalmente tentando arruinar o seu Natal escrevendo de todas estas coisas negativas

Nesse momento, em meio ao frenesi das festas, você já pode estar cheio de tensão. E poderia se perguntar, “Por que trazer tudo isso agora? Por que simplesmente não se concentrar em ficar com a família, trocando presentes e vendo as crianças felizes?”.

Estou escrevendo desse assunto específico porque estou convencido de que os nossos filhos precisam ouvi-lo. As questões que mencionei já invadiram as escolas do ensino de primeiro grau. Jesus deixa claro que tempos difíceis viriam, e a próxima geração fiel que Ele está levantando é composta de gente jovem. Quero que todos eles saibam: “Ao verem estas coisas chegando, vocês não precisam ter medo. Só precisam ter medo de viver com medo – se acovardando e recuando do glorioso evangelho com o qual Jesus os equipou para compartilhar com os outros”.

A verdade é que a perseguição sempre irá crescer porque o evangelho continua frustrando os que andam em trevas. Deus continuamente subverte os esforços anticristo deles, e isso só os deixa mais irados. Assim João diz, “Quem é injusto, faça injustiça ainda; e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, seja santificado ainda” (Apocalipse 22:11). João está prescrevendo a nossa resposta ao mundo à medida que este se torna mais sujo e feroz conosco. As palavras dele ecoam as de Jesus: “Bem-aventurados os que sofrem perseguição por causa da justiça, porque deles é o reino dos céus” (Mateus 5:10).

Enfatizo isso porque a reação da igreja hoje parece o oposto. Muito poucos dentre nós parecem querer aceitar ser perseguidos sem reagir. Muitos crentes querem retalhar politicamente, dizendo, “Se vocês ficam bravos porque dizemos que homossexualismo é pecado, então vamos simplesmente gritar isso mais alto. Os nossos números provarão que estamos certos”. Tal atitude apenas traz mais disputa. E quando parece que a igreja está perdendo terreno, o medo se infiltra em vez da fé.

Eu lhe digo: que Herodes fique furioso – que o mundo inteiro fique furioso – mas que o seu próprio coração seja governado pelo amor de Jesus Cristo. Todo o nosso poder repousa no amor Dele. Em verdade, o poder do nosso testemunho está em pregar a Sua palavra com misericórdia, e em permanecermos santos em meio a uma geração corrupta. Este testemunho irá provocar os que estão nas trevas a se voltarem para a luz dizendo, “Eu quero a paz e a alegria que estas pessoas parecem ter nesses tempos difíceis. Eu quero conhecer o Deus deles”.

Uma das fortes tentações de Satanás é enrolar os cristãos com uma mentalidade política

O Diabo não está simplesmente tornando o mundo furioso conosco. Ele está tentando nos deixar tão furiosos quanto o mundo. Ele quer que a gente ache que podemos resistir aos assaltos da perseguição - em vez de suportá-las em favor do evangelho. No processo, ele procura substituir nossa paz profunda pelo contencioso.

Admito ter sido vítima desta tentação. Quando ouvi do que a TV esportiva havia feito, escrevi uma carta furiosa contra eles. Mas mesmo ao escrevê-la eu sentia a paz do Espírito de Deus fluindo de mim. Entendi que eu teria de revisá-la. Por quê? Não é por eu estar com medo da rede televisiva; eu não estou. O que eu temo é perder o coração de Jesus. Isso pode acontecer com qualquer um que cede à tentação de guerrear o mundo com as armas do mundo.

Vejo isso em informes cristãos que recebo. Na hora que eles explodem certas forças culturais, eu vivencio a mesma perda de paz de quando escrevi a minha própria carta. Às vezes parece que a igreja está envolvida em um jogo de xadrez com o mundo secular, movendo peças estrategicamente com um alvo em mente: vencer a guerra cultural. Se não tivermos cuidado, a nossa imersão nessa guerra irá sugar de nós todo o sal e a luz que Cristo nos deu para cumprirmos o Seu propósito de Natal.

Se há alguém que tinha o direito de ficar indignado, é Jesus. Pense no horrendo genocídio que houve em Israel quando Ele nasceu. “Em Rama se ouviu uma voz, lamentação, choro e grande pranto” (Mateus 2:18). Jesus cresceu em uma cultura na qual não havia meninos de Sua idade porque todos eles haviam sido assassinados. Quando Cristo se tornou adulto Ele poderia ter dito, “Herodes vai pagar pelo que fez. Ele matou todos os Meus irmãos judeus, então agora vou derrubá-lo”.

O nosso Senhor não fez isso. Antes, como um jovem de trinta anos Ele se determinou a proclamar as boas novas – curando os doentes, operando milagres, até ressuscitando mortos. Em resumo, Ele sustentou os negócios do Pai. Mesmo quando Herodes Antipas buscou matá-Lo, Jesus manteve o Seu foco. Alguns fariseus O avisaram, “Sai, e retira-te daqui, porque Herodes quer matar-te” (Lucas 13:31). Ouça a resposta profunda de Cristo: “Vão dizer àquela raposa que Eu continuo...” (13:32).

O uso de Jesus aqui para “raposa” carrega uma conotação cultural. As raposas não eram vistas como “astutas”, mas como ameaças mortais a ovelhas, galinhas, ao gado - vindo para matar, roubar e devorar. Jesus identificou Herodes exatamente como este tipo de ameaça. Contudo, mesmo então Ele não guerreou o rei. Antes, Ele acrescenta resolutamente: “Cumprirei meu trabalho. Sim, hoje, amanhã e depois de amanhã” (13: 32,33).

Ele estava dizendo, em outras palavras: “Vou continuar fazendo exatamente o que estou fazendo. Curarei os doentes, expulsarei demônios e multiplicarei pães e peixes para alimentar os famintos. E não vou me distrair com perseguições, não importa quão más elas sejam. Então vá em frente e Me ameace e a igreja que vem após Mim. Continuarei curando, salvando e libertando – e a Minha palavra triunfará contra tudo. Vim para cumprir o Meu propósito de tornar livres todos os cativos”.

Possa o propósito natalino de Jesus encher totalmente os nossos corações nestes dias. Que o mundo continue afundando em sua trajetória negra. Isso não irá impedir o nosso poderoso Salvador de ver Sua missão cumprida. Nunca ouvi de alguém ter vindo a Cristo através de uma cena pública de manjedoura, mas sei de muitos que foram ganhos pelo Seu amor. Que possamos nos manter no Seu propósito, que é o nosso chamamento de esperança: “Há libertação em Jesus Cristo. Aleluia! Ele veio para te libertar!”.

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