A Rolinha de Deus | World Challenge

A Rolinha de Deus

David WilkersonJune 1, 1984

Favor me perdoar pelas referências aos meus problemas pessoais; mas é preciso relatar algumas dificuldades que tenho enfrentado recentemente, para compartilhar com você as lições que aprendi com tudo isso. A minha família e eu acabamos de passar pelas provações mais difíceis de nossas vidas.

Doenças caíram sobre nós de todos os lados. O nosso filho mais velho precisou voltar para casa, de Detroit, para se recuperar de uma doença debilitante que o deixou com os glóbulos brancos do sangue muito baixos. Seu filho mais novo Ashley, nosso neto, também ficou doente e começou a ter discreto sangramento do intestino. Brandon, outro neto, ficou gritando por horas até que o médico descobrisse uma infecção do ouvido médio. Era de partir o coração vê-lo sofrendo, incapaz de nos dizer onde estava a dor. Nossas duas filhas também estavam com problemas. Meu irmão, que trabalha comigo, descobriu que tinha uma mancha no pulmão e foi operado. Gwen, minha esposa, foi levada às pressas para o hospital com dores intensas, e foi diagnosticado Lupus.

Em meio a todo essa dor e sofrimento, um trapaceiro maníaco tentou dar um golpe em nosso ministério. Em nossos esforços para evitar isso, pusemos uma casa à venda. Dizendo-se multimilionário, esse vigarista nos deu um cheque de entrada pela casa. Ele nos disse que era antigo agente da CIA da divisão de narcóticos, e precisava se mudar imediatamente com a família para uma “casa segura”. Com dó, permitimos que se mudasse. O seu cheque voltou. Foi reapresentado e voltou novamente. Enquanto isso, ele encheu a casa de móveis caros, e todos esses cheques foram devolvidos.

Descobrimos que o homem estava aplicando golpes sobre casas e poupanças - e que era possivelmente perigoso. Soubemos que o FBI sabia de suas atividades ilícitas. Foi muito traumatizante na semana seguinte, buscar desapossá-lo da casa, e devolver o mobiliário aos comerciantes furiosos. Temendo por minha família, guardei-os em um hotel enquanto era feita a retirada do indivíduo. Foi uma experiência de dar medo. O homem nunca estivera com a CIA; era um grande estelionatário, mentiroso e embusteiro patológico. E também, não tinha um centavo. Procuramos auxiliá-lo, oramos por ele, e mostramos-lhe muita bondade - e ele ficou zombando da gente todo o tempo. Ele agora está enfrentando acusações federais, e provavelmente vai passar muito tempo na cadeia. Deus nos livrou de suas jogadas.

No meio de toda as doenças, do sofrimento e da angústia mental, me fechei em meu quarto de oração, me debrucei diante de Deus e chorei. Me vi gritando: “Oh Deus, estou na maior dificuldade! O que está acontecendo? O que está havendo?”

Fiquei confuso. Pensei comigo mesmo: “Reservo um ano para orar e buscar o Senhor com todo o meu coração, e acabo na maior confusão de toda a minha vida.”

Sei que minha família e eu não somos os únicos a sofrer e a enfrentar grandes aflições. De todo o país recebo cartas de partir o coração, vindas de cristãos piedosos, que neste momento estão atravessando os maiores sofrimentos e provações que já conheceram.

Nunca tantos apareceram com câncer. Nunca houve tanta dor devido ao divórcio, com os companheiros deixando os lares, e acabando o casamento. Nunca tantos estiveram tão arrasados por problemas financeiros. Nunca houve época de tanta provação, confusão, dor, e sofrimento profundo. Os filhos mais amados de Deus estão passando por um fogo de refinamento. Quão verdadeiro é que “muitas são as aflições do justo”. Também verdade é o fato de que “o Senhor de todas o livra.”

Comecei a orar exatamente esta oração: “Deus, o Senhor disse para irmos com intrepidez ao Seu trono de graça para obtermos misericórdia e graça para nos ajudar em tempo de necessidade. Precisamos de misericórdia.” Haveria alguma esperança para qualquer um de nós nestes dias de provação, sem a misericórdia do Senhor?

Foi o meu próprio descuido que nos levou às dificuldades com o estelionatário. Eu deveria ter sido mais prudente e cuidadoso. Muito do sofrimento poderia ter sido evitado. Mesmo assim, sei que Deus de alguma maneira estava usando a experiência para me ensinar mais de Sua amorosa misericórdia e graça.

Por breve momento questionei o Senhor a respeito dos problemas e da confusão. Por que Ele permitiu que um farsante me pusesse num sofrimento destes, quando eu havia orado tão fervorosamente por proteção divina? Por que tanta doença e sofrimento na minha família? Por que a dor física em meu próprio corpo?

O que fazer, como crentes, quando o inimigo se arroja como enchente, quando nos vemos em terrível confusão? Por que esses que são tão dedicados a Cristo, têm de suportar provações tão incomuns?

Não tenho todas as respostas. O que sei é que o justo sofre. O que sei é que muitas pessoas piedosas que agora estão lendo esta mensagem estão sofrendo, e talvez imaginando porquê têm de passar por tanta dor e sofrimento. É quando você toma o seu lugar no Santo dos Santos, que você descobre provações desconhecidas pelos demais, que estão na parte de fora.

Deus me guardou em todo esse sofrimento, mostrando-me a esperança secreta de Davi. Este se lamentava e queixava, imaginando o porquê da fúria de Deus estar sendo bafejada contra ele. Pergunta a Deus “por que retrais a mão, e a conservas no teu seio?” Parece a ele que os inimigos de Deus estavam assumindo o controle. Em desespero, Davi ora: “Não entregues às feras a alma da tua rola...” (Salmo 74:19).

Como Davi, comecei a me ver como uma rolinha - cercado pelas ciladas e armadilhas dos ímpios. Orei: “Ó Senhor, sou apenas uma rolinha sua, um pássaro frágil, pequeno -- Não me deixe nas mãos dos ímpios. Livra-me de todas estas armadilhas que Satanás colocou em meu caminho!”

Como foi encorajador, na hora do maior sofrimento e provação, me ver como Seu passarinho cheio de amor, descansando em Sua promessa de me guardar das mãos do iníquo. Como fazem as rolinhas, arrulhei pela presença do meu Amado.

Imaginei Cristo vindo até mim na forma de uma pomba - uma rolinha - Seu Espírito Santo - revelando-me Seu constante amor e Seu contínuo cuidado. Como é impressionante um tão grande e majestoso Deus se rebaixar para cuidar de minhas necessidades como uma rola. Ele não desceu sobre Cristo nas águas do batismo como uma pomba? Uma rolinha.

As rolinhas foram notadas por poetas de todos os tempos como emblemas do amor e da fidelidade. Shakespeare escreveu:

“De braços dados, os dois vieram rapidamente. Como um par de amorosas rolinhas” (Henrique VI. Parte 1) (tradução livre).

Também: “Assim unem-se as rolinhas para nunca se separar...” (Troilus and Cressida, Ato III) (tradução livre).

As rolinhas têm um único companheiro, e são fiéis ao outro. Choram a ausência do outro. Então é muito reconfortante descobrir Davi nos assemelhando a estas dedicados pássaros.

Filho de Deus: você está em dificuldades? Há sofrimento no lar? Você está ferido? Você às vezes fica confuso devido à gravidade de tudo isso? Lembre-se: você é a rolinha do Senhor - e Ele nunca lhe entregará na mão do iníquo. Ele vai lhe livrar de toda armadilha do inimigo; vai lhe demonstrar o quanto é dedicado a você na hora de necessidade. Ele está ao seu lado, o tempo todo, como uma pomba - arrulhando, compartilhando Seu amor com você.

Cristo e você! Cristo e eu! Rolinhas! Que venham as turbulências! Que o sofrimento da morte e da dor se finquem em mim! Que as ciladas e as armadilhas me cerquem! Sou uma rolinha do Senhor, e tenho Sua amorosa promessa de me guardar, me livrar, e me amar para sempre.

Falando de Cristo, Salomão disse: “Os seus olhos são como os das pombas junto às correntes das águas, lavados em leite, postos em engate” (Cantares 5:12). E da igreja, a amada do Senhor, está escrito: “Mas uma só é a minha pomba...” (Cantares 6:9). Somos um em Cristo, a Sua pomba, uma rolinha.

O pardal cai no chão, mas não a rolinha. A rolinha de Deus é a menina dos Seus olhos; está guardada na concavidade da Sua mão, sã e salva no Seu amor. Melhor do que tudo: o Senhor tem nos livrado dos problemas, e mostrado Sua eterna fidelidade para conosco. Passamos por tudo nos alegrando, em descanso e confiança plenas em Seu poder e amor. O inimigo não pode nos ferir.

Desejo lhe relatar um sonho vívido e amedrontador que tive recentemente. Apesar de não valorizar muito os sonhos, e de certamente não ver nenhum significado teológico neles, mesmo assim a Bíblia efetivamente fala dos velhos tendo sonhos. Este sonho mexeu tanto comigo, que acordei confuso e abalado. Ele continua comigo, e me levou a procurar na palavra de Deus sobre seu significado.

Antes de compartilhar meu sonho devo prevenir o leitor que nenhuma visão ou sonho tem qualquer significado ou valor, se for contrário à palavra de Deus. Se por acaso há algum significado em um sonho, só poderá ser em conjunção com o que já está revelado na palavra de Deus. A maioria dos meus sonhos, a maioria de todos os sonhos, não têm significado. Este em particular, pelo menos para mim é uma exceção.

Eu andava pelas ruas de uma grande cidade ao escurecer. Todos que passavam pareciam vestidos com roupas de rock punk, com trejeitos como de homossexuais e lésbicas.

Subitamente, explodiu violência por todo lado. A cidade inteira ficou agitada. Todos armados com pedaços de pau, facas, cadeiras, tacos de baseball, revólveres e todos os tipos possíveis de armas. As pessoas ficaram agressivas, mexendo com os outros, derrubando-os com os tacos e porretes. Gangues de motociclistas passavam correndo, balançando correntes pesadas, derrubando os que passavam. Ninguém ficou parado. Estava todo mundo furioso, chingando, brigando, dando ponta pés, agitando. Seus olhos estavam em fogo de tanto ódio e medo.

Os animais foram levados pelo espírito de violência. Os cães latiam e começaram a se morder - os gatos gritavam e se arranhavam. Cerca de uma dúzia de cavalos da polícia começou a empinar, dando coices, relinchando, e correram desordenadamente na minha direção. Pulei por cima de um muro, escapando por pouco do ataque.

Fiquei por trás do muro, escondido, olhando com horror as cenas incríveis de violência, sangue e de morte diante de mim. Ninguém estava praticando jogos de azar ou bebendo. Ninguém cometia adultério ou fornicação. Não havia drogas, não havia passeata de homossexuais. Era só violência - todo mundo levado por um espírito de desapreço feroz.

Lembro que gritei para Deus: “Oh, Senhor - isso é Sodoma! Todo mundo ficou furioso! O Senhor destruiu a terra desta vez! O juízo deve vir agora - rápido!” A sensação de juízo iminente era tremenda. O espírito demoníaco de violência era tão opressivo, que mal conseguia respirar.

Comecei a correr para fora da cidade, o mais rápido que conseguia. Eu pensava: “Tenho de sair do território de Satanás. Essa é a sua hora final de triunfo entre seus escravos. Satanás está controlando totalmente seu povo. O diabo se expôs finalmente, e seu espírito irrompeu no coração dos seus filhos. Eu preciso fugir!”

Uma vez fora da cidade, me senti como Ló fugindo de Sodoma. A cidade estava sendo incendiada, sofrendo saques violentos, assassinato, e derramamento de sangue. Os berros, os gritos de ódio e de dor foram diminuindo à medida que me afastava.

Cheguei à uma plataforma e percebi que estava em um alto platô. Olhando para baixo, vi um grande vale com um rio atravessando. Para minha surpresa, o vale e as montanhas em torno estavam cobertas por um exército de pessoas paramentadas - todas em fila, marchando para o rio para serem batizadas.

A minha primeira impressão foi: “Senhor, devem ser os seguidores do Rev. Moon, ou alguma outra seita pois não estão vestidos de branco.” Mas aí ouvi o coro terno de uma multidão sussurrando o hino “Aleluia.” Então entendi que era o povo de Deus - não ainda glorificado, mas se preparando.

Que contraste. Atrás de mim o caos, a confusão, o medo, a violência, desesperança, destruição satânica. Diante de mim, um exército seguro, confiante e tranqüilo, em perfeita ordem - se dirigindo às águas do louvor e da adoração. Esse exército calmo, quieto estava em tanta paz, tão intocável pela violência e pelo inferno que estavam por perto. Nem um só soldado saiu da fileira. Nem um só saiu do lugar. Tudo em perfeita ordem, paz total, quietude celeste. Era uma visão impressionante.

Olhei de volta para a cidade fervilhando em chamas, e senti uma mão empurrando. Uma voz suave dizia: “Vá até o rio e grite alto: ‘A violência é a chave para o juízo. A violência é a chave para a Sua vinda. Chegou a hora. É esta!”’

Acordei com esse grito nos lábios: “A violência é a chave para o juízo. A violência é o sinal final da Sua vinda. Estamos chegando ao clímax. A violência em sua maior fúria esta prestes a explodir.”

Sentei-me na cama e não conseguia entender a situação. Será que ainda estava sonhando? Onde eu estive? Como era real; diferente de todos os sonhos em minha vida. Saí assustado da cama, ainda não muito consciente. Eu me mexi, acordei - mas não conseguia afastar o sonho, como fizera tantas outras vezes. Após duas semanas, ainda não consigo o afastar. A visão e os sons da violência satânica sempre estarão comigo. O quadro de um exército protegido e em paz, em meio à explosão de violência e confusão, nunca será esquecido.

Uma senhora me ouviu compartilhando este sonho, e mais tarde veio falar comigo com o que chamou “uma interpretação”. Eu a interrompi. O sonho não requer interpretação. Foi simplesmente o jeito de Deus me despertar para a realidade que está acontecendo diante dos nossos olhos.

A violência é a chave - o sinal final - que antecede imediatamente o juízo divino. Foi assim nos dias de Noé, um pouco antes do dilúvio.

“A terra estava corrompida à vista de Deus e cheia de violência. Viu Deus a terra, e eis que estava corrompida; porque todo ser vivente havia corrompido o seu caminho na terra. Então, disse Deus a Noé: Resolvi dar cabo de toda carne, porque a terra está cheia de violência dos homens; eis que os farei perecer juntamente com a terra” Gênesis 6:11-13).

Com exceção de Noé e sua família, toda a raça humana havia se corrompido, e se entregue à licenciosidade e ao que era ilegal. A humanidade havia se tornado cruel, indiferente e cheia de cobiça. Ímpios se tornaram exibicionistas, expondo degeneração e corrupção bem na cara de Deus. Quanto mais Deus, pelo Espírito, os avisava, mais intensificavam seus apetites violentos. O fim de toda carne chegou no instante que a cobiça e a paixão irromperam em chamas inteiras de violência.

Toda obra da carne, no fervor máximo, irrompe em violência. Veja as dezessete obras da carne mencionadas por Paulo em Gálatas 5:19-21. O que é o adultério e a fornicação no fervor máximo senão sado-masoquismo, uma terrível forma de violência? A feitiçaria no fervor máximo é sacrifício com assassinato sanguinolento, como testemunhado em torno dos altares idólatras de Baal no monte Carmel. Ira, brigas, sublevação, ódio, bebedeira, e outros que tais, são todos formas de violência; todos incontroláveis quando no fervor máximo.

O que é o aborto? Não é a violência em sua forma mais repugnante? E as 55 guerras que estão se desenrolando pelo mundo todo? O que é isso na Irlanda, no Irã, no Líbano - senão violência? É o ódio religioso em seu fervor máximo.

Veja Sodoma. Deus não mandou julgamento quando a sodomia estava desenfreada. E nem o julgamento veio quando turbas ímpias cobiçaram anjos que visitavam a cidade. O julgamento veio quando a lascívia dos sodomitas irrompeu em fervor máximo de violência. Se enfureceram, e tentaram derrubar a casa de Ló - em preparação para estupro e morte violentas. Foi nesse instante que Deus moveu-se para destruir.

Onde você diria que nosso país está agora? Diria que nossas cobiças e paixões explodiram em seu maior fulgor? Mais de um milhão de bebês foram assassinados no ano passado neste país.

Não está longe o dia em que os que verdadeiramente amam o Senhor Jesus Cristo, terão que livrar seus lares da televisão, por causa da violência sanguinária indescritível. A maioria dos filmes de Hollywood que se produzem hoje, nem tanto apresentam sexo e infidelidade - foram além: foram para a violência sem sentido. Uma estrela principiante de cinema declarou, num programa de auditório que “ficava ligada não por sexo, mas pelo sangue e pela violência.” A platéia aplaudiu freneticamente.

Agora mesmo, nas cidades grandes, cinemas pornô mostram quase que exclusivamente violência. Homens e mulheres cansados sentam-se nestes cinemas imundos para se excitarem vendo animais sendo mutilados. A grande sensação da “contra-cultura” no país todo, são sacrifícios e mutilações humanas filmados na Àfrica e na Àsia. Uma pessoa informada me disse que pessoas de bem pagam preços elevados para assistirem, em particular, esses filmes de homicídio. Ficam excitados sexualmente pelo sangue e pela morte.

Amado, o que sucedeu à essa sociedade, em que multidões entram em massa nos cinemas para glorificar derramamento de sangue e violência? Onde foram parar a decência, valores antigos, ternas cenas de amor, de mãos dadas, passeando ao luar? Agora as massas vaiam e assobiam para essas coisas; têm sede pelo demoníaco, pelo feio, pelo macabro. Tem de ser possessão demoníaca, ou então, como poderiam tantos serem levados à atividades tão satânicas e bizarras?

Você senta-se na frente da TV e fica sorvendo o tiroteio, o esfaqueamento, o sangue e o morticínio? Você está se acostumando com isso - será que isso está lhe consumindo lentamente? Ou você finca pé e diz: “Chega! Meus olhos não vão mais ser poluídos com tanto lixo do demônio. Chega de cena de violência nesta casa!”

Tristemente, a maioria dos cristãos não desliga mais. Estão se endurecendo. É por isso que tantos no povo de Deus estão ficando insensíveis à voz do Espírito Santo: deixaram de sentir o pesar do Espírito diante da violência e da crueldade.

Será que o espírito de Sodoma já está sobre nós, cegando-nos - nos fazendo dormir para que não discernamos a derradeira hora que antecede o julgamento? Nos endurecemos?

Estamos ficando parecidos com Belsazar e seu grupo, que festejaram e beberam em sua última noite sobre a terra. Enquanto os medas e persas avançavam se arrastando pelo chão para de repente saquearem e matarem com violência, o rei e a corte se intoxicavam e se tornavam insensíveis com álcool. O julgamento estava às portas e eles não o sabiam. Estaremos nós também desconhecendo isso?

Você tem visto algum clip produzido atualmente por grupos de rock? Aparecem mais em TV a cabo, e são inacreditáveis. É montagem de doentia violência, sangue sem sentido, costumes demoníacos, atitudes estranhas e bizarras - incubadas no próprio inferno.

John Denver, o cantor, previne com muitas palavras: “Será que ninguém vê o que está acontecendo? Será que ninguém vê que é só violência e ódio? Por que o povo americano não dá um jeito nisso? Estamos perdendo o controle.”

Temo em pensar como será daqui a poucos anos, quando todas as crianças que encheram a mente com todas estas cenas e sons de violência, se tornarem adultos. Violência tem se tornado meio de vida. Perde-se qualquer senso de certo ou errado - e há menos respeito pela vida. Pense com o que nossos filhos têm de conviver agora: uma tormenta contínua de morte, estupro, abuso infantil, assassinato em massa, suicídio, ódio em meio à depravação. Sem a misericórdia e a graça de Deus, inexiste esperança para o futuro.

Breve a violência que está fervendo abaixo da superfície vai irromper em perturbações da ordem pública, e muito derramamento de sangue. Uma confrontação horrível será inevitável entre os negros não convertidos e os judeus. O líder muçulmano negro de Chicago vem fomentando a ira entre os negros, convocando-os a se levantar e matar judeus e brancos. Ameaçou matar um repórter de Chicago. A imprensa parece ter medo de se posicionar contra estas ameaças.

Novelas ao meio dia vão começar a apresentar violência, valores punk, incesto, estupro, e homicídios. Não serão mais sobre casamentos desfeitos, infidelidade e adultério. Antes, haverá cenas de derramamento de sangue, chacinas, estupros violentos, esfaqueamentos. Já começou.

Os adolescentes vão se agitar e descarregar as frustrações de ficar fechados. Você não leu as notícias de crianças matando os pais? E pelas cidades do país. nossos adolescentes estão suicidando-se em números alarmantes.

Tenho prevenido sobre esta explosão de violência que deverá acontecer breve, há muito tempo. Meus avisos parecem cair em ouvidos surdos. Mas sublinhe minhas palavras: estamos prestes a testemunhar uma explosão de tremenda violência como nunca antes vista nesta nação. Multidões de americanos sem Deus vão ceder ao espírito de violência, e serão levados à um desapreço feroz.

A taça da iniquidade está cheia. O fervor máximo da violência a fará transbordar, forçando Deus a enviar julgamento, a fim de que Satanás não destrua a sociedade. Deus não permitirá que Satanás traga anarquia total para o mundo, até que o juízo seja estabelecido.

Em meu sonho vi um exército que se recusava a desalinhar fileiras, pois em meio à toda iniquidade e cruel violência, manteve-se imperturbável. Ia em direção às águas vivas do louvor e da adoração, saindo do outro lado do rio em perfeita paz e descanso. São os remidos do Senhor, a quem foi dada a paz que excede todo entendimento.

“Mas os mansos herdarão a terra e se deleitarão na abundância de paz” (Salmo 37:11).

Joel viu um exército de poderosos homens. E disse: “...e cada um vai no seu caminho e não se desvia da sua fileira” (Joel 2:7).

O povo de Deus não vai se desviar da fileira, nem correr de medo, pois sabe que está seguro sob o precioso sangue do Cordeiro. Sabe que apesar de toda violência e da ira dos homens, o corpo de Cristo sobre a terra está com excelente saúde, e se tornando mais forte à cada dia.

Enquanto tudo que é terreno está sendo abalado, e os governos do mundo perdem o controle, a igreja verdadeira de Cristo está sólida e inabalável.

O espectro de violência devastadora e de destruição potencial roubou a paz e a segurança da humanidade - enquanto ao mesmo tempo, Deus está levando Seu povo ao seu maior momento de repouso e segurança. Enquanto os ímpios gritam pela paz e segurança, e nunca as encontram - o escolhido povo de Deus é agora possuidor de grande paz e perfeita segurança.

O povo de Deus que descansa nEle pode dizer como Davi o salmista:

“Não fosse o Senhor, que esteve ao nosso lado, Israel que o diga; não fosse o Senhor, que esteve ao nosso lado, quando os homens se levantaram contra nós, e nos teriam engolido vivos, quando a sua ira se acendeu contra nós; as águas nos teriam submergido, e sobre a nossa alma teria passado a torrente; águas impetuosas teriam passado sobre a nossa alma. Bendito o Senhor, que não nos deu por presa aos dentes deles. Salvou-se a nossa alma, como um pássaro do laço dos passarinheiros; quebrou-se o laço, e nós nos vimos livres. O nosso socorro está em o nome do Senhor, criador do céu e da terra” (Salmo 124).

Ao ouvir e ver os noticiários cheios de horror e violência, não deixe por um minuto isso desfigurar sua visão de uma igreja gloriosa levantando-se no meio das ruínas e da confusão - para ganhar domínio e autoridade.

Um corpo santo, perdoado, que descansa preso a Cristo, o cabeça, dia após dia está sendo revelado de maneira cada vez mais clara. Está se tornando mais visível, este corpo vitorioso, flexionando seus músculos espirituais, ameaçando os poderes de Satanás.

A previsão para o corpo de Cristo é inacreditavelmente gloriosa! Nada que esse mundo impiedoso faça, consegue atrapalhar ou mudar seu propósito. O corpo de Cristo está se fortalecendo apesar de toda violência e corrupção. O Seu corpo tem uma história toda sua, à parte, separada de tudo que está dentro ou fora do mundo.

Você não precisa dar muita atenção ao meu sonho, mas necessita ouvir a palavra de Deus no que se refere ao juízo vindouro.

Somos chamados a vigiar e orar, para que não caiamos em tentações modernas. Cuidado, fique alerta, e desligue toda visão de violência. Mas ainda assim se rejubile, alegre-se no Senhor por Ele possuir um povo que cresce em santidade e amor, inabalado e não afetado pelo espírito violento destes tempos. As violentas portas do inferno nunca prevalecerão contra o corpo de Jesus Cristo: a Sua igreja ressurrecta.

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Usado através de permissão concedida por World Challenge, P. O. Box 260, Lindale, TX 75771, USA.

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